• Carol Ribeiro

Falar ou calar? Eis a questão...


Fiquei muito tempo pensando se viria aqui falar sobre a situação atual. Novo corona vírus, COVID 19 e pandemia: três palavras que o mundo inteiro tem repetido exaustivamente...


É difícil tentar resumir todas as ideias e sentimentos que passam pela cabeça. Todos (eu disse TODOS) estão preocupados, de alguma forma.


Alguns com medo de morrer, outros com medo de levar a doença para os familiares, alguns mais preocupados com dinheiro e a economia, outros brigando por política, gente que bateu no peito pra falar "mortes são inevitáveis, o que importa é a economia não parar".


Mas que bom que no meio de tudo isso existe gente de bem que procura ajudar o próximo sem ganhar nada em troca.


No começo eu devorei informação, olhava todos os portais de notícias, fui bombardeada pelo whatsapp e redes sociais com todo tipo de teoria, estatística, foto, vídeo e tudo mais.

Aquilo me fez mal, me consumiu, não dormi direito, não existia outro assunto na empresa e nem dentro de casa...


Passamos a viver em função do próximo decreto, da próxima lei, do próximo telefonema pra saber quais medidas seriam adotadas e as 24 horas do dia eram preenchidas por uma doença!


Que dias terríveis, que sensação de impotência, quanto esgotamento mental!


No meio desse caos, algumas pessoas surpreenderam positivamente, com iniciativas do bem, vontade de fazer diferença, ajudar, oferecer o que tinham de melhor: uma mensagem, um "tá tudo bem com você",uma linda música (@amandalymaprofissional), uma receita de bolo e tantas outras demonstrações de carinho!


Mas também teve aquele pessoal que mostrou a verdadeira face, que achou tudo dramático, que chamou o povo de surtado, mostrou que de nada vale um discurso se ele não for seguido por atitudes.


Analisando os atos de uma pessoa conhecemos o que elas verdadeiramente são, vi e ouvi de tudo (principalmente muita asneira), me revoltei, falei muito no começo e, no fim, cheguei à conclusão de que me calar seria a melhor resposta.

Cada um carrega a sua verdade e as pessoas sé entendem no nível de suas percepções.


Cada um está em uma etapa diferente de evolução moral e espiritual e nenhum discurso é capaz de conseguir a façanha de pular etapas. É preciso respeitar o caminhar de cada um e entender isso nos faz sofrer menos e parar de tentar convencer as pessoas a enxergarem a vida sob a nossa perspectiva.


Não adianta explicar para um aluno da primeira série, como se elabora uma equação de segundo grau. É preciso entender que cada um está num degrau da escada, se conformar com isso, talvez até se afastar e buscar o convívio das pessoas que pensam semelhante a nós.


Eu não estou aqui para mudar as pessoas, mas para mudar a mim mesma; através de minhas decisões, escolhas, minhas atitudes e meu modo de vida.


Acho que essa doença veio para nos libertar de muitas prisões (físicas e mentais). Nos ensinar que a vida é um sopro e que não podemos deixar pra DEPOIS tomar a decisão, DEPOIS correr atrás dos sonhos, DEPOIS fazer as pazes, DEPOIS dizer que ama, porque o DEPOIS pode nem existir. É preciso se cercar de pessoas que somam, não que sugam.

É hora de escolher as batalhas que você precisa enfrentar e abandonar aquelas que já não fazem mais sentido pra você.
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