• Carol Ribeiro

Desculpe a bagunça...


Houve uma época que eu era meio neurótica com organização (taurinos! afff). Tudo precisava estar devidamente organizado, enquanto eu não organizasse tudo não tinha sossego e isso me atrapalhou mais do que ajudou.

Era mais ou menos assim, eu ia dar comida aos peixes e via um sapato caído por ali, pegava o sapato pra guardar e quando chegava no quarto tinha um papel na mesinha de cabeceira, pegava o documento pra guardar e reparava que o móvel estava com um pouco de poeira (onde eu moro tem demais), ia buscar um pano na cozinha pra limpar o móvel e via a pia com alguns copos sujos, então resolvia lavar e de repente já nem lembrava que comecei indo dar comida aos peixes...

Lendo assim, parece que minha casa é um caos.. Na verdade, todo mundo tem um pouquinho de confusão em casa, mas algumas pessoas se incomodam demais com as pequenas bagunças - era o meu caso.


Esse monte de "coisinhas" me deixava irritada e nervosa. Às vezes, eu não tinha tempo disponível para arrumar tudo, mas não conseguia ignorar. A mania de querer resolver tudo pode ser um problema, quando você não consegue lidar com isso e conviver com um pouquinho de confusão.


Mas, um dia, vi uma placa com os dizeres "Desculpe pela bagunça, aqui se vive!" comecei a refletir nisso e vi que realmente faz sentido.

Comecei a me vigiar para não virar um robô de limpeza, tanto em casa, quanto nos lugares que eu frequento.

Qual a graça de entrar numa casa com tudo no lugar, extremamente limpo e organizado, sem nenhum sinal de que existe VIDA ali? A sensação é de que a gente está num show-room de loja de decoração: não tem graça!


Tudo bem ter um pouco de confusão às vezes, tudo bem ir dormir e deixar pra limpar a cozinha amanhã. O mundo não vai acabar por causa disso, relaxa, aproveita a vida, os momentos, as pessoas; senão a vida passa e quando a gente olhar pra trás vai ver que perdeu bons momentos porque estava ocupado demais lustrando o chão.


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