domingo, 6 de janeiro de 2019

Não troque sua sanidade por dinheiro

Vamos imaginar um cenário: um  dia você percebe que cresceu, é um adulto e precisa tomar um rumo na vida...

Você precisa de um emprego! Tem também a cobrança por um curso superior e depois disso um mestrado ou doutorado. Se você for solteiro te questionam se você tem algum problema e porque não acha alguém legal pra namorar; se estiver namorando querem saber quando será o casamento.

Se você for casado, todos te pressionam para aumentar a família e ter filhos; se tiver um filho perguntam quando terão o segundo e por aí vai...

Mas vamos focar no quesito CARREIRA.

Seja você funcionário ou empresário, sempre existe uma sucessiva cobrança por evolução e desenvolvimento.
Suponhamos que sua situação seja estável, seu rendimento é modesto, mas as contas estão pagas e sobra um pouco no final do mês para viver com dignidade, mas não é assim que a banda toca. A pressão pelo sucesso e crescimento constante está aí o tempo todo, cobrando que você se aperfeiçoe, modifique seu pensamento, se adapte ao cenário. Quem não se adaptar vai sucumbir. O mercado é voraz. Inovar para sobreviver: este é o lema. E por aí vai...

De detalhe em detalhe você vai modificando sua forma de pensar, começa a ouvir as pessoas e se todo mundo pensa assim, logo, deve fazer algum sentido. Não parece certo ficar estagnado.

E de tanto se “adaptar”, quando se dá conta, você não é mais o mesmo. Você perde a essência que te despertava a paixão pela sua estrutura de vida e se vê buscando sempre mais.

Tudo se resume a números e problemas e quando a satisfação não é proporcional ao volume de stress gerado no mês você se frustra. Um detalhe: o que te frustra hoje, pode ter sido motivo de vibração no passado.
E aqui mora o X da questão. Até onde vale a pena buscar esse “sempre mais”? Será que ser pequeno, simples ou levar uma vida modesta é tão ruim assim? Aliás, o que é SER PEQUENO propriamente dito? Essa necessidade de consumir informação o tempo todo, estudar sempre, questionar tudo, ser antenado, ser notado pela sociedade, especializar-se, superar resultados, ser visível, produtivo, disposto (e sempre bem-humorado, de preferência), tudo isso vale o custo que tem?

Qual a última vez que você sentou numa varanda e olhou para o céu? Você resiste à verificar quem te mandou a última mensagem quando o celular toca? Afinal, pode ser algo importante (como se o que estamos fazendo nunca fosse). Aliás, quando foi que conseguiu ficar sem o celular por um dia inteiro?
E o que eu quero dizer com tudo isso?

Fique atento ao seu propósito. Entenda PORQUE e PARA QUE você traçou cada objetivo na sua vida. Entenda exatamente o que te levou a entrar em cada jornada e quais aspectos te trazem realização pessoal e profissional. Não abra mão das suas convicções, no primeiro tropeço, por medo ou incerteza de resultados.

Que fique claro, não estou aqui para criticar quem deseja crescer, ter uma carreira de sucesso ou abrir seu próprio negócio, apenas quero que você repense o que é SUCESSO para você. Se sua definição de sucesso é uma megaempresa, uma casa luxuosa e um bom carro na garagem, ótimo. Corra atrás do seu sonho, mas espero que não se perca no meio do caminho.

Hoje eu penso que não adianta nada ter a carteira cheia e o coração vazio e é muito triste ver pessoas que levam uma vida inteira para entender isso.

No seu funeral ninguém vai dizer: sinto saudades porque tinha uma linda coleção de sapatos, um belo carro ou uma casa enorme. Vão sentir falta do que você FOI e não do que você POSSUIU. Todos os dias, profissionais bem-sucedidos e financeiramente estáveis jogam tudo pro alto para recuperar a paz que perderam lá atrás e nem sabem onde ou quando a perderam.

O mundo é cruel, mas cabe à você decifrar o enigma da própria vida e descobrir quais grandezas tem completam e quais simplicidades tem fazem feliz.
Esse post faz parte da blogagem coletiva REOLHAR A VIDA, um  projeto da Elaine Gaspareto.

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