quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Meus aprendizados sobre 2017

A maioria das pessoas teve motivos para reclamar de 2017. Confesso que até eu caí nessa armadilha e me vi resmungando e colocando a culpa de tudo nesse ano que acabou de sair porta afora.

Acontece que quando eu realmente parei para analisar, percebi que esse ano teve de tudo um pouco e que embora muitos acontecimentos pareçam ruins à primeira vista, tudo tem um lado bom, então temos que escolher em qual aspecto vamos focar nosso olhar.

Todo acontecimento traz consigo um sentimento e uma lição. Tudo pelo que passamos nos transforma de alguma forma e nos traz até o momento presente, para sermos as pessoas que somos hoje.

2017 foi o ano da persistência, da resiliência, das provações, de testar a paciência, a fé, a tolerância e, portanto, foi também o ano do auto conhecimento.

No Brasil SEMPRE houve corrupção, S-E-M-P-R-E, mas nunca vimos tantas pessoas sendo presas por isso e nunca antes se falou em devolver dinheiro aos cofres públicos. O país passou por cada uma... Acho que esse ano vai ser um daqueles que daqui a algum tempo entrará para os didáticos escolares como um marco de mudanças políticas, como aconteceu com o ano de 1945.

Quanto à mim, descobri alguns verdadeiros amigos e também me livrei de algumas ilusórias amizades. Descobri novas paixões (o blog foi uma delas) e abri mão de alguns velhos hábitos. Comprei muito menos coisas do que estava acostumada e descobri que isso não me fez falta. Vivi experiências inéditas que me fizeram ver o lado frágil das pessoas e, mesmo assim, reconhecer nelas uma força que eu não sei se teria nas situações pelas quais passaram.

Alcancei uma conquista importante na minha lista de “sonhos a realizar”, Nesse momento, um amigo me perguntou se eu sei quando se reconhecem os verdadeiros amigos e eu prontamente respondi que é nos momentos de dificuldade, nesse dia ganhei mais uma lição:

“Você reconhece o VERDADEIRO amigo no seu auge, no seu maior sucesso. Porque para as pessoas é fácil conviver com o mais fraco, com o frágil, com aquele que precisa. É fácil para as pessoas olharem de cima para baixo, estender a mão para quem é “menor”, simples ou está em situação delicada; mas nem todos conseguem conviver com seu sucesso, com suas conquistas. Nem todos toleram ver sua felicidade e conviver com ela, principalmente se a vida dessa pessoa não estiver tão boa ou até melhor que a sua.”


E a partir dessa teoria eu compartilho essa lição. Seja cauteloso ao expor detalhes da sua vida para os outros, seja criterioso com quem você se abre. Guarde seus planos e projetos para Deus e no seu coração. Não faça da sua vida um livro totalmente aberto, saiba a dosagem certa que cada pessoa precisa e merece de você. E quando você conquistar aquilo que você deseja, pode se surpreender com a reação das pessoas ao seu redor.

Será que as pessoas realmente estão felizes pelo seu novo relacionamento amoroso? Até que ponto o elogio que fizeram da sua roupa nova foi sincero? Se você comprou um carro, aquele colega que você mal via de repente virou seu melhor amigo, isso faz algum sentido?

Claro, que nas dificuldades também nos surpreendemos com as pessoas e o auxílio pode vir de onde menos esperamos, mas quando você não precisa ser socorrido; quando você não está por baixo e, principalmente, quando você tem algo a oferecer é importante ficar atento às entrelinhas, porque também pode se surpreender se observar os detalhes que existem na sutileza de comentários ou reações.

Não pense que eu estou perdendo a fé nas pessoas, muito pelo contrário, mas proponho que usemos melhor nossos sentidos. Deus nos deu dois olhos e uma boca, então vamos observar mais e falar menos. Sejamos mais atentos ao que acontece ao redor e menos precipitados ao expor nossas ideias ou sentimentos. Se dê 3 segundos a mais para analisar um cenário antes de se pronunciar sobre um assunto.

Felicidade silenciosa costuma durar mais, planos bem guardados costumam ter maiores chances de sucesso. Preocupe-se em viver e realizar ANTES de se preocupar em publicar seus feitos para a sociedade. E se você não conseguir se conter e compartilhar seus projetos, tenha a atenção necessária para saber analisar as críticas e opiniões que receber de volta.

Conheço colegas de trabalho que apontam inúmeros defeitos na empresa e incentivam colegas a sair do emprego, enquanto eles próprios permanecem ali e buscam melhores oportunidades. Já vi pessoas criticando o namorado da amiga enquanto se insinuam para ele pelas costas. Ouvi inúmeras vezes (de conhecidos e desconhecidos na rua) pessoas criticando o sonho alheio enquanto elas mesmas não têm sequer um sonho para correr atrás.

Não deixe que a energia negativa das pessoas contagie sua vitalidade. Cultive essa energia boa de ano novo no seu coração, renove seus projetos para o futuro, faça uma lista dos passos que você precisa seguir para chegar lá e aprimore três capacidades: a de se preservar, de focar no que realmente importa e saber selecionar as coisas que você realmente precisa, os lugares em que cabe a tua presença e as pessoas que merecem a sua companhia. E para finalizar, uma frase que eu gosto muito:


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