sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Mulheres & Cervejas (e dietas!)

HISTÓRIA

A cerveja é tipicamente vista como uma bebida masculina, mas quer saber, isso não é verdade. Cada vez mais as mulheres estão (re)dominando o assunto e botando muito homem no chinelo, mas isso não é uma novidade e sim uma retomada da história. Sabia que a mulher teve papel fundamental na criação e em toda a história da cerveja?
  • Na Suméria - antiga civilização datada de 5500 a.C. - tudo girava em torno do lar: limpeza, preparação de alimentos e bebidas eram papéis exclusivamente femininos. 
  • Além da bebida do cotidiano, as cervejas fabricadas pelas mulheres da Suméria eram respeitosamente usadas em cerimônias religiosas.
  • Em uma tábua cuneiforme, escrita por volta de 1800 a.C., foi encontrada uma receita de cerveja. 
  • Hieróglifos do antigo Egito descrevem mulheres fabricando cerveja e bebendo em um tipo de canudo que servia para atravessar a camada de espuma acumulada na bebida.
  • Na Idade Média, as mulheres que produziam boas cervejas eram mais valorizadas. Um rei (Alreck de Hordoland) escolheu sua rainha pelos seus dons cervejeiros.
  • A mulher de Martinho Lutero era famosa pelas cervejas que produzia e aprendeu a receita num mosteiro.

A "RECEITA" DA CERVEJA
Atualmente a diferença entre homens e mulheres no mundo cervejeiro é gritante, mas já têm muitas mulheres que se destacam no mercado e fazem um trabalho extraordinário.

Esse universo é vasto e existem inúmeras variações de cerveja: tipos de fermentação, estilos, teor alcoólico, coloração, harmonização, etc.. Então quando alguém disser que cerveja é tudo igual, saiba que NÃO É!

O caminho é longo e o tema é um pouco complexo. Não dá para ler um texto e se tornar expert da noite para o dia, mas se você começar devagar, pode se surpreender. Entender de cerveja é tão complexo quanto entender de vinho (a diferença é que é mais divertido).

Além da água, a receita da cerveja contém 3 ingredientes básicos:
  1. MALTE - É a cevada germinada e seca - esse processo deixa o grão doce e a fermentação do açúcar produz álcool.
  2. LEVEDURA - Fermento natural; é um micro-organismo vivo classificado como fungo. A levedura consome o açúcar do malte e o transforma em álcool e gás carbônico. Os levedos usados na cerveja podem ser de alta ou baixa fermentação. Também interfere no aroma da bebida (floral, frutado ou mineral).
  3. LÚPULO - Atua como conservante, influencia no amargor da cerveja e também no aroma que pode ser mais herbal ou floral, já que se trata de um botão de flor.
A combinação desses componentes, a proporção utilizada, a forma como é produzida e alguns ingredientes adicionais resulta em diversos tipos de cerveja.
Agora que já vimos que existe um sem fim de tipos de cerveja, vamos ao que eu realmente queria falar!

CERVEJA PURO MALTE

Ela vêm ganhando fama e espaço no mercado e vou explicar porque virei fã.

As puro malte são muito bem vistas pela galera que adora uma breja, mas não gosta dos efeitos que ela provoca no corpo - ela produz menos impacto no organismo - na questão de ganho de peso e naquele estufamento que a gente sente quando bebe; o famoso inchaço.

Esse tipo de cerveja segue a receita que leva apenas o malte de cevada ou trigo, enquanto as cervejas comuns (Skol, Brahma, Kaiser) possuem composição diferente.

A diferença é que as comuns utilizam fontes "alternativas" de carboidratos - chamados cereais não maltados - como arroz ou milho, para reduzir os custos de produção mas, em contrapartida, resulta em uma cerveja mais calórica.

No Brasil, a lei permite utilizar até 45% de cereais não maltados na receita (geralmente de milho ou arroz). As fábricas utilizam praticamente o limite desse percentual para encurtar o tempo de fermentação/maturação, acelerar e baratear o custo de produção, isso afeta o sabor e prejudica a qualidade sensorial da cerveja.

O malte é rico em vitaminas, minerais e potássio, ajuda a regular a pressão arterial devido ao relaxamento dos vasos sanguíneos, previne diabetes por possuir ácido fólico, entre outros benefícios. Atenção, tudo isso, mediante consumo MODERADO em média de 250ml por dia - não vai sair por aí enfiando a cara na cerveja.
Resumindo, cervejas puro malte prejudicam menos a dieta. Se a ideia é emagrecimento rápido, não tem outro jeito senão cortar as bebidas alcoólicas, mas se o objetivo é uma reeducação alimentar ou mudança de hábitos, a cerveja puro malte pode ser uma boa aliada.

Ah! Um detalhe: nem toda cerveja puro malte será excelente. Existem ótimas cervejas que não são puro malte e péssimas cervejas que utilizam apenas cevada maltada na composição. A tendência é que a puro malte seja menos prejudicial, mas isso não é uma via de regra.

Eu não sou exímia entendedora do assunto, mas testei e posso afirmar que realmente faz diferença. A cerveja puro malte tem sabor um pouco mais marcante, no entanto, não deixa aquela sensação de peso e inchaço no dia seguinte. No meu caso, até a oscilação de peso foi bem diferente no consumo dessa cerveja em relação às comuns.

Então, bóra tomar uma?

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