sábado, 30 de setembro de 2017

Férias no CHILE: Vinícola Undurraga

Depois de tanto andar pelas ruas de Santiago, merecemos uma folguinha!

Alguns passeios são distantes da cidade. Existem muitas alternativas, muitas mesmo! É bom pesquisar antes da viagem e escolher os que mais combinam com cada personalidade.

A grande maioria das pessoas, vai até as cidades de Val Paraíso e Vina del Mar. Não fizemos estes passeios, fica para a próxima!

Existem diversas vinícolas e optamos por conhecer a UNDURRAGA, que é menos famosa do que a Concha y Toro (que todo mundo já ouviu falar), mas nem por isso menos charmosa.






Situada à 35km de Santiago, Undurraga possui vários rótulos premiados e foi fundada em 1885 - é uma das vinícolas mais antigas em atividade no Chile. 

Optamos por pagar o passeio, porque é um local mais afastado. Já tínhamos andado muito por conta própria e ir de forma independente requer muito planejamento e demanda mais tempo, já que você precisa pré agendar a visita no site da vinícola, pegar metrô e depois um ônibus ou Uber (atenção, pois já alertei que o Uber é ilegal, no Chile). Como queríamos ir sem preocupação, contratar o passeio foi a melhor forma de economizar tempo e relaxar. Quem preferir ir por conta própria, pode pegar as dicas AQUI.

Visitas durante o inverno têm a desvantagem de não ver as videiras grandes e carregadas, mas o passeio foi muito agradável e aprendemos muita coisa.


Na ponta de cada fileira de de videira, é plantada uma roseira que serve para detectar pragas: como as roseiras são sensíveis, elas dão indícios antes que a praga ataque a videira.

Quanto mais velhas forem as videiras, menos cachos de uvas irão produzir, porém com melhor qualidade e de onde são feitos os vinhos mais caros.



Acredite: em fevereiro esse humilde brotinho de videira estará carregado com muitos cachos de uva!



Essa "casinha" que fica alinhada no subsolo serve para fazer análise da terra, ela é revestida de vidro e se estende por um longo trecho em sentido reto.


Olha o nosso guia, o Luis Toledo - de camisa branca. Gente finíssima, bem humorado e bom de papo. Se for à Santiago, recomendo os passeios com ele - clica no nome dele que vai para a página do facebook com os contatos!

O passeio continua pelos tanques, onde o líquido é armazenado e tratado em diferentes processos de fermentação, até resultar no vinho.







Depois dessa área, partimos para a região mais charmosa e tradicional: as instalações subterrâneas, ou Caves, como são chamadas. Lá ficam armazenados os vinhos Reserva e Superior (que são os que melhoram com o tempo); já os vinhos mais simples se deterioram rapidamente e devem se consumidos com, no máximo, 02 anos.





Nesse lugar, o chão é frequentemente irrigado, para manter a umidade e não prejudicar o envelhecimento do vinho. Depois dessa parte, chegamos à um pequeno museu indígena, com objetos Mapuches e muita história.



Saindo dali, vem a melhor parte: a degustação - com 4 tipos de vinhos e a taça de presente! A nossa guia, Vânia, explicou que todo vinho com tampa de rosca é de consumo rápido e quem deseja comprar vinho para guardar por um tempo, deve sempre comprar com rolha.


É comum as pessoas pensarem que os vinhos branco e tinto são produzidos com uvas verdes e os tintos, com uvas maduras - errado!

A grande diferença está na CASCA: ela é responsável por proporcionar a tonalidade vermelha, rubi, rosé, etc...

Ao contrário dos brancos, vinhos tintos ou rosé são fermentados junto com cascas e sementes (consequentemente seus taninos). Quanto mais tempo em contato, mais intensa é a cor do vinho.

Os rosés, por exemplo, são mais claros porque ficam em contato com a casca por um período de tempo menor, em comparação com os tintos.



Depois de tanto vinho, ficamos alegrinhos e acabou a farra... Hora de voltar para casa. Tim tim!!!

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